30/07/2010
No mês de junho, a taxa de desemprego na RMF está estável (10,6%) com 100 mil trabalhadores a mais do que 2009. A expectativa é de que no 2º semestre a ocupação melhore e a taxa de desemprego caia
Depois de apresentar uma estabilidade de 10,6% no mês de junho, a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) deve cair no segundo semestre. O percentual representa a proporção da população economicamente ativa (PEA) que está fora do mercado de trabalho.
Em junho foram contabilizados 1,56 milhão de pessoas ocupadas de 1,75 milhão de componentes da PEA. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foram inseridos no mercado de trabalho 100 mil trabalhadores. O número de desempregados, por sua vez, caiu de 208 mil no ano passado para 186 mil esse ano. Os números são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada ontem.
A taxa de desemprego em geral cresce nos primeiros meses do ano e depois se estabiliza, segundo o analista de mercado de trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Mardônio Costa. “Com o turismo nos meses de julho e agosto e depois com o comércio no fim do ano, a taxa tende a crescer ao longo do segundo semestre”, destacou.
De acordo com o coordenador técnico da PED, Ediran Teixeira, a tendência é de que o desemprego comece a cair. “Podemos dizer que a taxa de desemprego (que está estável) vai começar a cair. A ocupação vai melhorar e a quantidade de desempregados pode ser reduzida”, analisou.
Emprego formal
O número de assalariados com carteira assinada cresceu 12,5% em junho na comparação com o mesmo mês de 2009, o que representa em números absolutos mais 65 mil trabalhadores formais. O emprego sem carteira assinada, por sua vez, apresentou uma queda de 4,9% com 10 mil informais a menos.
Na comparação com outras seis regiões metropolitanas, a RMF apresenta o terceiro menor percentual de desemprego (10,6%), superado apenas por Belo Horizonte (8,5%) e Porto Alegre (9,5%).
Entre os setores, o maior destaque foi para a indústria, com 39 mil empregados a mais na comparação com junho do ano passado (crescimento de 15%). A construção civil segue em segundo lugar com 28 mil trabalhadores a mais em relação a 2009. Na comparação com maio deste ano, houve ligeira queda de 2,6% (3 mil postos de trabalho a menos). “O setor reduziu muito as atividades com a crise, retomou o crescimento depois que a recessão passou e agora está em uma fase de acomodação temporária”, explicou Mardônio Costa, do IDT.
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